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CICLO DE CONFERÊNCIAS
2010
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Continua em 2010
o ciclo de conferências dedicadas
à reflexão sobre arte, com
a coordenação de Leonor
Nazaré,
assessora do Centro de Arte Moderna da Fundação
Calouste Gulbenkian.
As conferências
decorrem nas instalações da
ArteIlimitada.
São gratuítas e abertas
ao público em geral.
PRÓXIMA CONFERÊNCIA:
PAULO PIRES DO VALE *
Sair da tela, recusar o pedestal.
Notas sobre arte participativa.
“O quadro não consente moldura, e a escultura não consente plinto que os separem do envolvimento real de que fazem parte”.
Ernesto de Sousa
Procuraremos reflectir, a partir de exemplos concretos, sobre as raízes do que designarei como arte da saída da arte: obras que não se satisfazem com a dimensão retiniana e contemplativa, que recusam o endeusamento da perfeição no pedestal ou na moldura, e propõem uma participação comprometida.
Uma “estética relacional” (N. Bourriaud):
obras para usar, para envolver, para levar;
obras em que se apresenta como essencial a dimensão política-social;
obras em que o artista é “operador estético”, um facilitador de experiências;
obras em que o espectador deixa de o ser, para se tornar actor-activo, não só da sua recepção-interpretação, mas da própria obra (inacabada) e da comunidade que ela pode “produzir”.
Paulo Pires do Vale
30 de Março,
5ªf. , 18h45
* Paulo Pires do Vale (1973).
Licenciado e Mestre em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa (com a dissertação Tudo é outra coisa. O desejo na Fenomenologia do Espírito de Hegel. Lisboa: Colibri, 2006). Doutorando em Filosofia nessa mesma Universidade, com a dissertação A condição histórica da identidade pessoal em Paul Ricoeur. Lecciona na Universidade Católica Portuguesa e na Escola Superior de Educadores de Infância - Maria Ulrich, onde coordena, com o Prof. Doutor Jorge Crespo, o Curso de Mestrado “A criança e a arte”. Autor de ensaios para várias exposições colectivas e individuais de Ana Hatherly, Alberto Carneiro, Ana Perez-Quiroga, Susana Guardado, Tomás Cunha Ferreira, Raquel Feliciano e Vasco Araújo. Comissário de colóquios e exposições, prepara para 2010 uma exposição retrospectiva de Ana Vieira.
CICLO DE CONFERÊNCIAS
2008
Fátima Lambert *
Auto-retrato e Autor na Arte Contemporânea
Formulando algumas questões, pretende-se reflectir sobre o "Auto-retrato" produzido por artistas contemporâneos, embora salvaguardando a tradição/ herança patentes na historiografia e estética da Arte ocidental:
Quem é Artista? Quem é Autor? Como se mostra aos outros? Que objectivos, intencionalidades ou deliberações determinam o auto-retrato na contemporaneidade?
12 de Março,
5ªf. , 18h45
* Fátima Lambert é professora coordenadora na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, onde lecciona Estética, Arte e Cultura Contemporânea.
Realizou Mestrado e Doutoramento em Estética (Filosofia Contemporânea) na U.C.P.
Foi bolseira da FCT com o Projecto "Writing and Seeing" (FLUP).
Conferencista desde 1988 tem organizado vários Seminários, Colóquios, Congressos, paralelamente à actividade como Comissária de Exposições.
Publicou várias monografias sobre artistas contemporâneos e escreve para revistas, catálogos e outros volumes. Foi Coordenadora da "Comissão para o Ensino Artístico" do Ministério da Educação (1996/1997).
Mário
Teixeira da Silva *
(Galerista)
O coleccionador como flâneur
Coleccionar é para alguns escolher
uma série de objectos tal como o
preenchimento de uma caderneta de cromos
e tentar completar todos os números
dessa série.
Para outros é uma súmula de
encontros e desencontros, de actos amorosos,
que ficam gravados na memória do
coleccionador e vão ocupando o lugar
onde habita.
Para uns, uma colecção é
uma vitrine, para outros é um armário
fechado, que é aberto para só
alguns.
Amateur será talvez a
melhor denominação para a
minha forma de estar e actuar.
27 de Novembro,
5ªf. , 18h45
Sérgio
Taborda *
Acontecimento e tempo
Intervalo entre imagens num filme
e intervalo físico no espaço
da vídeo-instalação;
um intervalo entre imagens que é
de uma outra natureza daquele que o cinema
produz.
A natureza física de um intervalo
entre imagens em Der Sandmann (1995) de
Stan Douglas e em L'Ellipse (1998) de Pierre
Huyghe e o campo por ele aberto na experiência
física do espectador.
A duração de um encontro entre
dois personagens num lugar preciso de uma
cidade sujeito a uma elipse no filme, 0
Amigo Americano de Wim Wenders, e a duração
deste encontro reapresentado em vídeo
por Pierre Huyghe em L'Ellipse são
o nosso acontecimento.
Sérgio Taborda
20 de Maio,
3ªf., 18h45
* Sérgio Taborda
nasceu em Vila Nova de Poiares, Coimbra
(1958). Vive e trabalha em Lisboa.
Após ter concluído o curso
de Escultura do AR.CO e frequentado o curso
de Cinema do Conservatório de Lisboa,
licenciou-se em Ciências da Comunicação
na Universidade Nova de Lisboa. Realizou
um Mestrado em Ciências da Comunicação
com uma tese sobre Percepção
e Presença. O Corpo na Escultura,
no Cinema e nas Bio-tecnologias.
Prepara actualmente uma tese de Doutoramento
no departamento de Ciências da Comunicação
da Universidade Nova de Lisboa, intitulada
Acontecimento e Tempo. Sobre o Trabalho
da Percepção em Práticas
da Instalação e do Cinema.
Lecciona disciplinas de Projecto e Desenho
na ESAD em Caldas da Rainha.
Expõe individualmente desde 1985,
concentrando-se a partir de 1992 em instalações
para espaços específicos conjuntamente
com o músico/compositor Luís
Bragança Gil. Deste trabalho a dois
resultaram, entre outros, em 1997 e 1998,
as instalações audio e vídeo,
Imersão e Travelling.
A partir de 2002 tem apresentado individualmente
trabalhos em vídeo projectados em
salas de cinema, que incorporam o tempo
e a duração irreversíveis
de um acontecimento - Imagem-tempo, A Cabina
do Panoramista e Scanning.
Pedro Cabral
Santo *
(Artista Plástico, comissário
e professor)
A captura do espectador.
Nos últimos 30 anos a vídeo
arte tornou-se uma prática comum
no domínio das artes plásticas.
Diversas linguagens, categorias e sub categorias
cruzam o seu território.
As imagens em movimento são, por
isso, parte significativa das pesquisas
que nele se efectuam. O cinema, o vídeo
e as artes plásticas serão
o foco da nossa atenção (apesar
de se constituírem como realidades
distintas), tendo sempre a figura do espectador
como pano de fundo.
18 de Março,
3ªf., 18h45
* Pedro Cabral Santo
nasceu em 1968. Vive e trabalha em Lisboa.
Estudou Pintura e Escultura nas Faculdades
de Belas-Artes de Lisboa e Porto. Especializou-se
em Artes Plásticas na Faculdade de
Belas-artes de Lisboa. Concluiu o Mestrado
em Artes Plásticas com a dissertação
"Do Virtual ao Desejo de Espectador"
pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
É, actualmente, assistente na Escola
Superior de Arte e Design das Caldas da
Rainha.
Nos últimos 10 anos tem desenvolvido
em paralelo a actividade de artista plástico
e comissariado de exposições.
Sandra
Vieira Jürgens *
ARTECAPITAL no universo das publicações
online de Arte Contemporânea
A existência e consolidação
deste site português especializado
em arte contemporânea serve de pretexto
para abordarmos o espaço editorial
dedicado à arte nos vários
meios de imprensa, bem como debater o crescente
aumento e maior diversidade de opiniões
expressas em plataformas online.
22 de Janeiro,
3ªf., 18h45
* Sandra Vieira Jurgëns
é Historiadora e Crítica de
Arte. É directora da revista online
ARTECAPITAL (www.artecapital.net).
Publicou ensaios sobre artistas portugueses
e inúmeros textos sobre arte contemporânea
em livros e catálogos e, actualmente
é editora de arte contemporânea
da revista Artes & Leilões e
colaboradora da ARQ./A - Revista de Arquitectura
e Arte. É membro fundador da Plano
21. Associação Cultural e
consultora de várias iniciativas
editoriais e de projectos de comissariado
de exposições.
Sofia Lapa*
Dar a Ver a Arte Portuguesa do Início
do Século XX.
(As mais recentes exposições
das colecções do CAMJAP-FCG
e do Museu do Chiado).
No museu, expor objectos é decidir
modos de os dar a ver.
O meu trabalho, no âmbito do serviço
educativo em museus, tem sido o de construir
mediadores entre a exposição
e os seus visitantes: procurando desenvolver
ferramentas para uma critica do objecto
museológico e,
paralelamente, procurando libertar o objecto
artístico da sua circunstância
museológica.
Na ARTEILIMITADA farei uma curta apresentação
de um conjunto de estratégias por
mim adoptadas, em diferentes situações
de mediação, relacionadas
com exposições recentes de
cujo acervo fizeram parte obras da arte
portuguesa do início do século
XX.
29 de Novembro de
2007 - 18h45
* Sofia Lapa
Licenciada em História - Variante
História da Arte (1992) e Pós-graduada
em História da Arte (1996) pela F.C.S.H.
da U.N.L.. Prepara actualmente uma Dissertação
de Mestrado em Museologia, pela mesma Universidade.
Professora de História da Arte na
Escola Profissional de Arte e Ofícios
do Espectáculo (E.P.A.O.E. 1994-2004).
No âmbito do trabalho de Serviço
Educativo em Museus, tem colaborado como
autora ou co-autora, de um vasto conjunto
de actividades dirigidas a visitantes de
diversos níveis etários no
C.A.M.J.A.P. - F.C.G., no Museu Nacional
de Arte Antiga e no Museu Nacional de Arte
Contemporânea.
Rita Fabiana*
Da crítica moderna do Museu
ao surgimento de Espaços Alternativos
Levantamento de práticas artísticas
que afirmaram ou deram corpo uma crítica
e uma fuga ao Museu e aos espaços
tradicionais de apresentação
das obras de arte. Durante todo o século
XX, o museu vê questionado o seu espaço
institucional e o seu poder legitimador
face a uma arte que questiona o seu próprio
espaço disciplinar tradicional, alargando
a sua esfera de acção à
vida e ao quotidiano. Os espaços
alternativos são uma das respostas
a este clima de contestação
ao Museu e ao mercado.
25 de Outubro de 2007 - 18h45
* Rita Fabiana
Pós-graduação em Curadoria
e Produção de Exposições
pela Faculdade de Belas Artes da Universidade
de Lisboa, Mestre em História da
Arte - Arte Contemporânea pela Université
Paris I - Panthéon Sorbonne.
Colabora no Serviço de Belas-Artes
da Fundação Calouste Gulbenkian
desde 2000, onde é responsável
pelo planeamento, análise e avaliação
de processos do Sector de Artes Plásticas
e Exposições. No âmbito
desta colaboração, desenvolveu
projectos de curadoria para o Centre Culturel
Gulbenkian em Paris e assegura a coordenação
e produção das exposições
de arte contemporânea programadas
pelo Serviço.
Sandra Santos*
Arpad Szenes e Vieira da Silva
Introdução à vida
e obra do casal Arpad Szenes e Vieira da
Silva.
Os primeiros anos, o exílio no Brasil
e a Segunda Escola de Paris.
O mestre e o modelo, o recolhimento e o
reconhecimento, as cidades e a luz.
Dois discursos, dois artistas, um casal:
Le couple.
24 de Maio de 2007
- 18h45
* Sandra Santos
é licenciada em História,
variante de História da Arte pela
FCSH- UNL; efectuou pós-graduações
em História da Arte Contemporânea
(FCSH-UNL) e Ciências Documentais
(FL-UL). Actualmente é responsável
pela Biblioteca do Museu Nacional do Azulejo
e pelo Centro de Documentação
da Fundação Arpad Szenes-Vieira
da Silva.
Helena
de Freitas*
Amadeo de Souza-Cardoso
Diálogos de Vanguarda.
Na sequência da exposição
recentemente exibida na Fundação
Calouste Gulbenkian, "Amadeo de Souza-Cardoso
- Diálogos de Vanguarda", propõe-se
uma reflexão em torno dos seus conteúdos
informativos e estratégicos.
Será também sistematizada
a sua relação com a pesquisa
que lhe serviu de base, para o catálogo
raisonné do artista, ainda em preparação.
29 de Março
de 2007 - 18h45
* Helena de Freitas nasceu
em Lisboa em 1958, onde vive e trabalha.
Realizou uma Licenciatura em História
pela Faculdade de Ciências Sociais
e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
e um Mestrado em História de Arte,
com defesa de tese na área de História
de Arte Contemporânea.
Integra o quadro profissional da Fundação
Calouste Gulbenkian como Assessora no Centro
de Arte Moderna, onde coordena e comissaria
exposições antológicas
e retrospectivas, desde 1987.
Foi colaboradora regular no Expresso (Revista
e Cartaz) entre 1989-1990.
Foi autora do Curso de Arte Contemporânea
Portuguesa - Anos 60,70 e 80, no Centro
de Arte Moderna, com o escultor Rui Sanches,
em 1996.
Coordena o catálogo raisonnée
de Amadeo de Souza-Cardoso (em curso).
Foi comissária da exposição
"Amadeo de Souza-Cardoso - Diálogos
de Vanguarda".
Ana Filipa
Ramos*
Test Site.
Notas sobre a produção artística
dos últimos 7 anos.
Esta conferência tem como objectivo
lançar uma série de reflexões
acerca de questões que caracterizam
o panorama da arte contemporânea internacional,
analisando alguns exemplos mais relevantes
de artistas e de obras que surgiram nos
últimos 5 anos e que, de algum modo,
o marcaram. O título Test-Site revela
uma forte incidência em obras que
assumem um carácter essencialmente
experimental e que assentam no processo
da sua realização.
Da arquivística à documentação
de viagens e às situações
de relação, passando pela
criação de obras que revelam
um total esvaziamento visual, assente num
forte despojamento e ironia, será
possível elaborar um mapa onde se
demarquem algumas situações
mais interessantes e intrigantes da presente
situação artística.
23 de Janeiro
de 2007 - 18h45
* Ana Filipa Ramos
é licenciada em História da
Arte pela Universidade Nova de Lisboa, realizou
uma pós-graduação em
Estética e Teoria da Arte Contemporânea
na Universidade Autónoma de Barcelona
e está no momento a realizar uma
investigação sobre o pensamento
de Deleuze e Guattari em colaboração
com o Golsmiths College de Londres. Trabalhou
com o Sector de Educação do
Centro de Arte Moderna e foi assistente
de comissariado na Fundação
Vila Casas de Barcelona. Foi ainda Associate
Director do estúdio de Joseph Kosuth
e trabalhou como assistente do artista Pedro
Cabrita Reis. Escreve sobre arte contemporânea
para diversas publicações
nacionais e internacionais, como a revista
Contemporary e é comissária
independente, estando no momento a preparar
uma exposição no Centre d'Art
Santa Monica, em Barcelona. É ainda
assistente convidada na cadeira de História
da Arte Contemporânea na Accademia
di Brera, em Milão.
CICLO DE CONFERÊNCIAS
DE 2006
Emília
Tavares*
Imagens de arremesso.
A Fotografia e a sua utilização
como Propaganda no Séc. XX: práticas
e teorias.
A utilização
ideológica das imagens fotográficas
tem uma história tão intensa
que há muito ultrapassou o plano
meramente político, tornando-se um
aspecto específico da estética
fotográfica.
Nesta conferência serão abordados
alguns dos momentos fundamentais da história
política das imagens, nacional e
internacional, desde o início do
século XX até à actualidade,
com especial relevância para a fotografia
e os regimes totalitários (nazismo,
fascismo e comunismo), bem como algumas
das principais vertentes artísticas,
a partir da década de 60, até
ao impacto da fotografia chinesa contemporânea.
06 de Fevereiro
2006 (2ª feira)
18h45
* Emília Tavares
é Conservadora para a área
da Fotografia e Vídeo no Museu do
Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea
(Lisboa), incluindo a produção
de inúmeras exposições.
Mestre em História da Arte pela Faculdade
de Ciências Sociais e Humanas da Universidade
Nova de Lisboa, tem realizado estudos sobre
a fotografia e propaganda em Portugal no
período do Estado Novo, com edição
da tese de mestrado nesta área, pela
Mimesis, em 2001. Tem desenvolvido uma actividade
regular na área da crítica,
bem como na realização de
seminários e conferências,
em diversas instituições,
e mais recentemente de comissariado com
as exposições 1980-2004 anos
de actualização artística
nas colecções do Museu do
Chiado-MNAC, Museu Francisco Tavares Proença
Júnior, Castelo Branco, 2004 e Joshua
Benoliel (1873-1932) - repórter fotográfico,
LisboaPHoto, Cordoaria Nacional, Lisboa,
2005).
Paulo Reis*
Joseph Beuys, o intratável.
Abordar a obra do artista alemão
como algo inclassificável, mas que
pode ser entendido à luz do seu tempo,
bem como do seu espírito romântico.
O filósofo Arthur Danto cunhou o
termo "intratável" (intractable
artists) para alguns artistas como Joseph
Beuys, Yves Klein, Piero Manzoni, entre
outros. A partir deste termo, tratar a obra
do artista alemão como algo inclassificável,
mas que pode ser entendido à luz
do seu tempo, bem como seu espírito
romântico.
30 de
Março 2006 (5ª feira)
18h45
* Paulo Reis é
crítico, comissário e professor
de História da Arte. Actualmente
é professor convidado de História
da Arte e Estética na Escola Superior
de Educação do Instituto Politécnico
do Porto; Lecciona ainda o curso Linguagens
da Arte Contemporânea no Instituto
D. António Ferreira Gomes, Porto.
Comissariou inúmeras exposições
colectivas e individuais de artistas, no
Brasil e em Portugal.
Susana Gomes
da Silva*
Os lugares de onde se parte: construir
relações, estabelecer pontos
de encontro nos museus de arte
A emergência e consolidação
da Educação Museal tem reforçado
a tomada de consciência do valor educativo
dos museus, contribuindo para este campo
com conceitos e instrumentos que têm
ajudado a delinear novos paradigmas de actuação,
novos pontos de partida, novas relações.
O desenvolvimento da fundamental noção
de experiência museal, aplicada aos
processos de aprendizagem e lazer construídos
em contexto de museu, tem implicado o alargamento
do conceito educativo existente por trás
deles e remetido para o desenvolvimento
de novas premissas ao nível da prática
pedagógica.
Os serviços educativos assumem-se
assim, cada vez mais como interfaces de
comunicação e construção,
num processo dinâmico de debate e
partilha de ideias entre públicos
e colecções.
Esta comunicação procurará
proporcionar um olhar mais atento sobre
algumas iniciativas e estratégias
seleccionadas da programação
educativa do CAMJAP e suas premissas de
base, e contribuir, de forma construtiva,
para o estabelecimento de novos pontos de
encontro entre a arte e os seus públicos.
04 de Maio
2006 (5ª feira)
18h45
* Susana
Gomes da Silva é
Licenciada em História pela Faculdade
de Ciências Sociais e Humanas da Universidade
Nova de Lisboa e Pós-Graduada em
Museologia e Educação pela
Faculdade de Belas Artes da Universidade
de Barcelona. Nos últimos anos tem
vindo a desenvolver actividades profissionais
na área da educação
nos museus como conferencista, autora de
projectos educativos e formadora. Desde
Julho de 2002, é coordenadora do
Sector de Educação do Centro
de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão/Fundação
Calouste Gulbenkian, sendo a responsável
pela orientação e programação
educativa deste serviço.
Vanda Gorjão
*
Criação contemporânea
e percepção estética.
Da antiguidade clássica à
actualidade, foram muitas as reflexões
e discussões desenvolvidas por autores
da filosofia mas também de outras
áreas das ciências humanas
e ciências sociais sobre a dimensão
estética, a dimensão artística
e a percepção e o julgamento
estéticos. A amplitude e a complexidade
que lhes são inerentes impedem, de
certa forma, que se resolva de uma vez por
todas o debate, permanecendo continuadamente
um terreno fértil para novas aproximações
de leitura. Considerando, na esteira de
Pierre Bourdieu, que o modo de percepção
propriamente estético, ou seja, a
"experiência pura da obra",
surge a par da arte moderna inaugurada pelos
impressionistas, apresentam-se perspectivas
da sociologia da arte e da estética
sobre a percepção estética,
a alteração que ocorre com
a passagem da arte moderna à arte
contemporânea e sobre as várias
novas formas de interacção
dos diferentes públicos com às
obras contemporâneas. Propõe-se
ainda perceber que possíveis dimensões
da percepção e do prazer estético
escapam a esse princípio da "estética
pura" e são componentes sensitivos
muitas vezes indizíveis, bem como
porque razão muitas das actuais práticas
criativas provocam com frequência
manifestações de incompreensão,
hostilidade ou indiferença de públicos
alargados.
06 de Junho
2006 (3ª feira)
18h45
* Vanda Gorjão
Licenciou-se em sociologia, com especialização
em sociologia da cultura e sociologia da
arte, áreas em que apresentou a tese
""Não são fotógrafos,
são artistas"? Construção
do campo da fotografia de arte em Portugal
(1980/1990)" (ISCTE, Lisboa, 1996).
Fez mestrado em Sociologia Política
(ICS, Lisboa, 2000). Trabalhou no Observatório
das Actividades Culturais, Ministério
da Cultura. Doutoranda em Sociologia Política.
Desenvolve investigação na
área da sociologia da arte, com incidência
nas questões relativas aos mecanismos
e modalidades de produção
do valor da obra pelos diversos agentes
e criadores culturais e artísticos,
em particular os discursos acerca da "criação".
Domingos
Rego *
O tempo como tema na produção
artística contemporânea.
O tempo da fruição artística
é sempre um tempo subjectivo, que
provoca um corte com a experiência
do dia a dia.
Interessa-nos reflectir sobre a obra de
autores contemporâneos que, tendo
a consciência da velocidade a que
tudo se passa hoje, adoptam uma atitude
de serena crítica, operando com o
tempo, dilatando-o, incluindo-o como matéria-prima
do seu próprio trabalho e convidando
o espectador a participar nessa experiência.
As novas tecnologias têm vindo a alterar
profundamente as relações
que o Homem estabelece com o espaço,
o tempo e a matéria; mas, como veremos,
a pertinência das obras tem mais a
ver com a visão do mundo dos artistas
do que com as linguagens e tecnologias adoptadas.
26 de Outubro
2006 (5ª feira)
18h45
* Domingos Rego
nasceu em Castelo Branco, em 1965. Realizou
o Curso de Arquitectura de Interiores e
Mobiliário da Escola Superior de
Artes Decorativas da Fundação
Ricardo Espírito Santo Silva (1987).
Licenciado em Artes Plásticas - Pintura
(1994), pela FBAUL, concluiu, na mesma faculdade,
o Mestrado em Pintura (2006).
Exerce funções de docência
e coordenação na área
do Desenho na Escola Superior de Artes Decorativas
da Fundação Ricardo Espírito
Santo Silva, de 1994 a 2002.
Entre 2002 e 2005 exerce funções
de Assistente Convidado, na FBAUL, nas cadeiras
de Introdução às Artes
Plásticas e ao Design, e Pintura
I. A partir de 2006 exerce funções
de Assistente das cadeiras de Desenho I
e Desenho II.
Expondo regularmente desde 1994, o seu trabalho
de desenho e pintura e, mais recentemente,
fotografia, cruza práticas e concepções
contemporâneas com a herança
conceptual e os modos de fazer dos mestres
do passado. Essa direcção
criativa é identificável em
exposições como Banhos de
Luz -Seurat (Galeria Palmira Suso, 1999),
Sete Virtudes Sete Vícios (Casa da
Cerca, 2000) e Sete Vícios Sete Virtudes
(Galeria Palmira Suso, 2000), Pinturas do
Paraíso (Galeria Palmira Suso, 2002)
e Ócio (Galeria Palmira Suso, 2005).
Hilda Frias*
De Sarah Affonso a lourdes Castro:
percursos no feminino na arte portuguesa.
As mulheres e a Arte, uma descoberta da
obra criada por mulheres.
A História da Arte do séc.
XX pela mão feminina.
Quais os percursos individuais, quais os
colectivos e inseridos em grupo (com homens,
também), qual a obra resultante das
variadas vivências e o quanto essa
obra influencia a Arte Portuguesa.
Uma apreciação estética
e histórica das obras apresentadas.
23 de Novembro
2006 (5ª feira)
18h45
* Hilda Frias é
licenciada em História - Variante
História da Arte, pela Faculdade
de Letras da Universidade de Coimbra.
Mestre em Arte, Património e Restauro-Gestão
Patrimonial, pela Faculdade de Letras da
Universidade de Lisboa.
Doutoranda em História Moderna-Arte,
na Universidade de Salamanca/UAL
Bolseira da Fundação Oriente
1995/97.
Monitora no Serviço Educativo do
Centro de Exposições do Centro
Cultural de Belém (C.C.B.) 1997/2000.
É docente do Ensino Superior desde
2000.
Colabora com o Centro de Arte Moderna José
de Azeredo Perdigão da Fundação
Calouste Gulbenkian desde 1997.
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