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CICLO DE CONFERÊNCIAS 2010
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Continua em 2010 o ciclo de conferências dedicadas à reflexão sobre arte, com a coordenação de Leonor Nazaré, assessora do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.


As conferências decorrem nas instalações da ArteIlimitada.

São gratuítas e abertas ao público em geral.


PRÓXIMA CONFERÊNCIA:

PAULO PIRES DO VALE *

Sair da tela, recusar o pedestal.
Notas sobre arte participativa.

“O quadro não consente moldura, e a escultura não consente plinto que os separem do envolvimento real de que fazem parte”.
Ernesto de Sousa

Procuraremos reflectir, a partir de exemplos concretos, sobre as raízes do que designarei como arte da saída da arte: obras que não se satisfazem com a dimensão retiniana e contemplativa, que recusam o endeusamento da perfeição no pedestal ou na moldura, e propõem uma participação comprometida.

Uma “estética relacional” (N. Bourriaud):
obras para usar, para envolver, para levar;
obras em que se apresenta como essencial a dimensão política-social;
obras em que o artista é “operador estético”, um facilitador de experiências;
obras em que o espectador deixa de o ser, para se tornar actor-activo, não só da sua        recepção-interpretação, mas da própria obra (inacabada) e da comunidade que ela pode “produzir”.                                   
Paulo Pires do Vale

30 de Março, 5ªf. , 18h45

* Paulo Pires do Vale (1973).
Licenciado e Mestre em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa (com a dissertação Tudo é outra coisa. O desejo na Fenomenologia do Espírito de Hegel. Lisboa: Colibri, 2006). Doutorando em Filosofia nessa mesma Universidade, com a dissertação A condição histórica da identidade pessoal em Paul Ricoeur. Lecciona na Universidade Católica Portuguesa e na Escola Superior de Educadores de Infância - Maria Ulrich, onde coordena, com o Prof. Doutor Jorge Crespo, o Curso de Mestrado “A criança e a arte”. Autor de ensaios para várias exposições colectivas e individuais de Ana Hatherly, Alberto Carneiro, Ana Perez-Quiroga, Susana Guardado, Tomás Cunha Ferreira, Raquel Feliciano e Vasco Araújo. Comissário de colóquios e exposições, prepara para 2010 uma exposição retrospectiva de Ana Vieira.

 

 


CICLO DE CONFERÊNCIAS 2008

Fátima Lambert *
Auto-retrato e Autor na Arte Contemporânea


Formulando algumas questões, pretende-se reflectir sobre o "Auto-retrato" produzido por artistas contemporâneos, embora salvaguardando a tradição/ herança patentes na historiografia e estética da Arte ocidental:

Quem é Artista? Quem é Autor? Como se mostra aos outros? Que objectivos, intencionalidades ou deliberações determinam o auto-retrato na contemporaneidade?

12 de Março, 5ªf. , 18h45

* Fátima Lambert é professora coordenadora na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, onde lecciona Estética, Arte e Cultura Contemporânea.
Realizou Mestrado e Doutoramento em Estética (Filosofia Contemporânea) na U.C.P.
Foi bolseira da FCT com o Projecto "Writing and Seeing" (FLUP).
Conferencista desde 1988 tem organizado vários Seminários, Colóquios, Congressos, paralelamente à actividade como Comissária de Exposições.
Publicou várias monografias sobre artistas contemporâneos e escreve para revistas, catálogos e outros volumes. Foi Coordenadora da "Comissão para o Ensino Artístico" do Ministério da Educação (1996/1997).

 

Mário Teixeira da Silva *
(Galerista)
O coleccionador como flâneur

Coleccionar é para alguns escolher uma série de objectos tal como o preenchimento de uma caderneta de cromos e tentar completar todos os números dessa série.
Para outros é uma súmula de encontros e desencontros, de actos amorosos, que ficam gravados na memória do coleccionador e vão ocupando o lugar onde habita.
Para uns, uma colecção é uma vitrine, para outros é um armário fechado, que é aberto para só alguns.
“Amateur” será talvez a melhor denominação para a minha forma de estar e actuar.

27 de Novembro, 5ªf. , 18h45

 

 

Sérgio Taborda *
Acontecimento e tempo

Intervalo entre imagens num filme e intervalo físico no espaço da vídeo-instalação; um intervalo entre imagens que é de uma outra natureza daquele que o cinema produz.
A natureza física de um intervalo entre imagens em Der Sandmann (1995) de Stan Douglas e em L'Ellipse (1998) de Pierre Huyghe e o campo por ele aberto na experiência física do espectador.
A duração de um encontro entre dois personagens num lugar preciso de uma cidade sujeito a uma elipse no filme, 0 Amigo Americano de Wim Wenders, e a duração deste encontro reapresentado em vídeo por Pierre Huyghe em L'Ellipse são o nosso acontecimento.
Sérgio Taborda


20 de Maio, 3ªf., 18h45

* Sérgio Taborda nasceu em Vila Nova de Poiares, Coimbra (1958). Vive e trabalha em Lisboa.
Após ter concluído o curso de Escultura do AR.CO e frequentado o curso de Cinema do Conservatório de Lisboa, licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Realizou um Mestrado em Ciências da Comunicação com uma tese sobre Percepção e Presença. O Corpo na Escultura, no Cinema e nas Bio-tecnologias.
Prepara actualmente uma tese de Doutoramento no departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, intitulada Acontecimento e Tempo. Sobre o Trabalho da Percepção em Práticas da Instalação e do Cinema.
Lecciona disciplinas de Projecto e Desenho na ESAD em Caldas da Rainha.
Expõe individualmente desde 1985, concentrando-se a partir de 1992 em instalações para espaços específicos conjuntamente com o músico/compositor Luís Bragança Gil. Deste trabalho a dois resultaram, entre outros, em 1997 e 1998, as instalações audio e vídeo, Imersão e Travelling.
A partir de 2002 tem apresentado individualmente trabalhos em vídeo projectados em salas de cinema, que incorporam o tempo e a duração irreversíveis de um acontecimento - Imagem-tempo, A Cabina do Panoramista e Scanning.

 

 

Pedro Cabral Santo *
(Artista Plástico, comissário e professor)
A captura do espectador.

Nos últimos 30 anos a vídeo arte tornou-se uma prática comum no domínio das artes plásticas. Diversas linguagens, categorias e sub categorias cruzam o seu território.
As imagens em movimento são, por isso, parte significativa das pesquisas que nele se efectuam. O cinema, o vídeo e as artes plásticas serão o foco da nossa atenção (apesar de se constituírem como realidades distintas), tendo sempre a figura do espectador como pano de fundo.

18 de Março, 3ªf., 18h45

* Pedro Cabral Santo nasceu em 1968. Vive e trabalha em Lisboa.
Estudou Pintura e Escultura nas Faculdades de Belas-Artes de Lisboa e Porto. Especializou-se em Artes Plásticas na Faculdade de Belas-artes de Lisboa. Concluiu o Mestrado em Artes Plásticas com a dissertação "Do Virtual ao Desejo de Espectador" pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. É, actualmente, assistente na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha.
Nos últimos 10 anos tem desenvolvido em paralelo a actividade de artista plástico e comissariado de exposições.

 

Sandra Vieira Jürgens *
ARTECAPITAL no universo das publicações online de Arte Contemporânea

A existência e consolidação deste site português especializado em arte contemporânea serve de pretexto para abordarmos o espaço editorial dedicado à arte nos vários meios de imprensa, bem como debater o crescente aumento e maior diversidade de opiniões expressas em plataformas online.

22 de Janeiro, 3ªf., 18h45

* Sandra Vieira Jurgëns é Historiadora e Crítica de Arte. É directora da revista online ARTECAPITAL (www.artecapital.net). Publicou ensaios sobre artistas portugueses e inúmeros textos sobre arte contemporânea em livros e catálogos e, actualmente é editora de arte contemporânea da revista Artes & Leilões e colaboradora da ARQ./A - Revista de Arquitectura e Arte. É membro fundador da Plano 21. Associação Cultural e consultora de várias iniciativas editoriais e de projectos de comissariado de exposições.

 

Sofia Lapa*
Dar a Ver a Arte Portuguesa do Início do Século XX.
(As mais recentes exposições das colecções do CAMJAP-FCG e do Museu do Chiado).

No museu, expor objectos é decidir modos de os dar a ver.
O meu trabalho, no âmbito do serviço educativo em museus, tem sido o de construir mediadores entre a exposição e os seus visitantes: procurando desenvolver ferramentas para uma critica do objecto museológico e,
paralelamente, procurando libertar o objecto artístico da sua circunstância museológica.
Na ARTEILIMITADA farei uma curta apresentação de um conjunto de estratégias por mim adoptadas, em diferentes situações de mediação, relacionadas com exposições recentes de cujo acervo fizeram parte obras da arte portuguesa do início do século XX.

29 de Novembro de 2007 - 18h45

* Sofia Lapa Licenciada em História - Variante História da Arte (1992) e Pós-graduada em História da Arte (1996) pela F.C.S.H. da U.N.L.. Prepara actualmente uma Dissertação de Mestrado em Museologia, pela mesma Universidade.
Professora de História da Arte na Escola Profissional de Arte e Ofícios do Espectáculo (E.P.A.O.E. 1994-2004).
No âmbito do trabalho de Serviço Educativo em Museus, tem colaborado como autora ou co-autora, de um vasto conjunto de actividades dirigidas a visitantes de diversos níveis etários no C.A.M.J.A.P. - F.C.G., no Museu Nacional de Arte Antiga e no Museu Nacional de Arte Contemporânea.


Rita Fabiana*
Da crítica moderna do Museu ao surgimento de Espaços Alternativos

Levantamento de práticas artísticas que afirmaram ou deram corpo uma crítica e uma fuga ao Museu e aos espaços tradicionais de apresentação das obras de arte. Durante todo o século XX, o museu vê questionado o seu espaço institucional e o seu poder legitimador face a uma arte que questiona o seu próprio espaço disciplinar tradicional, alargando a sua esfera de acção à vida e ao quotidiano. Os espaços alternativos são uma das respostas a este clima de contestação ao Museu e ao mercado.


25 de Outubro de 2007 - 18h45

* Rita Fabiana Pós-graduação em Curadoria e Produção de Exposições pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Mestre em História da Arte - Arte Contemporânea pela Université Paris I - Panthéon Sorbonne.
Colabora no Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian desde 2000, onde é responsável pelo planeamento, análise e avaliação de processos do Sector de Artes Plásticas e Exposições. No âmbito desta colaboração, desenvolveu projectos de curadoria para o Centre Culturel Gulbenkian em Paris e assegura a coordenação e produção das exposições de arte contemporânea programadas pelo Serviço.

 

Sandra Santos*
Arpad Szenes e Vieira da Silva

Introdução à vida e obra do casal Arpad Szenes e Vieira da Silva.
Os primeiros anos, o exílio no Brasil e a Segunda Escola de Paris.
O mestre e o modelo, o recolhimento e o reconhecimento, as cidades e a luz.
Dois discursos, dois artistas, um casal: Le couple.

24 de Maio de 2007 - 18h45

* Sandra Santos é licenciada em História, variante de História da Arte pela FCSH- UNL; efectuou pós-graduações em História da Arte Contemporânea (FCSH-UNL) e Ciências Documentais (FL-UL). Actualmente é responsável pela Biblioteca do Museu Nacional do Azulejo e pelo Centro de Documentação da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Helena de Freitas*
Amadeo de Souza-Cardoso
Diálogos de Vanguarda.

Na sequência da exposição recentemente exibida na Fundação Calouste Gulbenkian, "Amadeo de Souza-Cardoso - Diálogos de Vanguarda", propõe-se uma reflexão em torno dos seus conteúdos informativos e estratégicos.
Será também sistematizada a sua relação com a pesquisa que lhe serviu de base, para o catálogo raisonné do artista, ainda em preparação.

29 de Março de 2007 - 18h45


* Helena de Freitas nasceu em Lisboa em 1958, onde vive e trabalha.
Realizou uma Licenciatura em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e um Mestrado em História de Arte, com defesa de tese na área de História de Arte Contemporânea.
Integra o quadro profissional da Fundação Calouste Gulbenkian como Assessora no Centro de Arte Moderna, onde coordena e comissaria exposições antológicas e retrospectivas, desde 1987.
Foi colaboradora regular no Expresso (Revista e Cartaz) entre 1989-1990.
Foi autora do Curso de Arte Contemporânea Portuguesa - Anos 60,70 e 80, no Centro de Arte Moderna, com o escultor Rui Sanches, em 1996.
Coordena o catálogo raisonnée de Amadeo de Souza-Cardoso (em curso).
Foi comissária da exposição "Amadeo de Souza-Cardoso - Diálogos de Vanguarda".

Ana Filipa Ramos*
Test Site.
Notas sobre a produção artística dos últimos 7 anos.

Esta conferência tem como objectivo lançar uma série de reflexões acerca de questões que caracterizam o panorama da arte contemporânea internacional, analisando alguns exemplos mais relevantes de artistas e de obras que surgiram nos últimos 5 anos e que, de algum modo, o marcaram. O título Test-Site revela uma forte incidência em obras que assumem um carácter essencialmente experimental e que assentam no processo da sua realização.
Da arquivística à documentação de viagens e às situações de relação, passando pela criação de obras que revelam um total esvaziamento visual, assente num forte despojamento e ironia, será possível elaborar um mapa onde se demarquem algumas situações mais interessantes e intrigantes da presente situação artística.

23 de Janeiro de 2007 - 18h45

* Ana Filipa Ramos é licenciada em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa, realizou uma pós-graduação em Estética e Teoria da Arte Contemporânea na Universidade Autónoma de Barcelona e está no momento a realizar uma investigação sobre o pensamento de Deleuze e Guattari em colaboração com o Golsmiths College de Londres. Trabalhou com o Sector de Educação do Centro de Arte Moderna e foi assistente de comissariado na Fundação Vila Casas de Barcelona. Foi ainda Associate Director do estúdio de Joseph Kosuth e trabalhou como assistente do artista Pedro Cabrita Reis. Escreve sobre arte contemporânea para diversas publicações nacionais e internacionais, como a revista Contemporary e é comissária independente, estando no momento a preparar uma exposição no Centre d'Art Santa Monica, em Barcelona. É ainda assistente convidada na cadeira de História da Arte Contemporânea na Accademia di Brera, em Milão.

 

 

CICLO DE CONFERÊNCIAS DE 2006

Emília Tavares*

Imagens de arremesso.

A Fotografia e a sua utilização como Propaganda no Séc. XX: práticas e teorias.

A utilização ideológica das imagens fotográficas tem uma história tão intensa que há muito ultrapassou o plano meramente político, tornando-se um aspecto específico da estética fotográfica.
Nesta conferência serão abordados alguns dos momentos fundamentais da história política das imagens, nacional e internacional, desde o início do século XX até à actualidade, com especial relevância para a fotografia e os regimes totalitários (nazismo, fascismo e comunismo), bem como algumas das principais vertentes artísticas, a partir da década de 60, até ao impacto da fotografia chinesa contemporânea.

06 de Fevereiro 2006 (2ª feira)

18h45

* Emília Tavares é Conservadora para a área da Fotografia e Vídeo no Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa), incluindo a produção de inúmeras exposições. Mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tem realizado estudos sobre a fotografia e propaganda em Portugal no período do Estado Novo, com edição da tese de mestrado nesta área, pela Mimesis, em 2001. Tem desenvolvido uma actividade regular na área da crítica, bem como na realização de seminários e conferências, em diversas instituições, e mais recentemente de comissariado com as exposições 1980-2004 anos de actualização artística nas colecções do Museu do Chiado-MNAC, Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco, 2004 e Joshua Benoliel (1873-1932) - repórter fotográfico, LisboaPHoto, Cordoaria Nacional, Lisboa, 2005).



Paulo Reis*

Joseph Beuys, o intratável.

Abordar a obra do artista alemão como algo inclassificável, mas que pode ser entendido à luz do seu tempo, bem como do seu espírito romântico.

O filósofo Arthur Danto cunhou o termo "intratável" (intractable artists) para alguns artistas como Joseph Beuys, Yves Klein, Piero Manzoni, entre outros. A partir deste termo, tratar a obra do artista alemão como algo inclassificável, mas que pode ser entendido à luz do seu tempo, bem como seu espírito romântico.

30 de Março 2006 (5ª feira)

18h45


* Paulo Reis é crítico, comissário e professor de História da Arte. Actualmente é professor convidado de História da Arte e Estética na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto; Lecciona ainda o curso Linguagens da Arte Contemporânea no Instituto D. António Ferreira Gomes, Porto. Comissariou inúmeras exposições colectivas e individuais de artistas, no Brasil e em Portugal.



Susana Gomes da Silva*

Os lugares de onde se parte: construir relações, estabelecer pontos de encontro nos museus de arte


A emergência e consolidação da Educação Museal tem reforçado a tomada de consciência do valor educativo dos museus, contribuindo para este campo com conceitos e instrumentos que têm ajudado a delinear novos paradigmas de actuação, novos pontos de partida, novas relações.
O desenvolvimento da fundamental noção de experiência museal, aplicada aos processos de aprendizagem e lazer construídos em contexto de museu, tem implicado o alargamento do conceito educativo existente por trás deles e remetido para o desenvolvimento de novas premissas ao nível da prática pedagógica.
Os serviços educativos assumem-se assim, cada vez mais como interfaces de comunicação e construção, num processo dinâmico de debate e partilha de ideias entre públicos e colecções.
Esta comunicação procurará proporcionar um olhar mais atento sobre algumas iniciativas e estratégias seleccionadas da programação educativa do CAMJAP e suas premissas de base, e contribuir, de forma construtiva, para o estabelecimento de novos pontos de encontro entre a arte e os seus públicos.


04 de Maio 2006 (5ª feira)

18h45


* Susana Gomes da Silva é Licenciada em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Pós-Graduada em Museologia e Educação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona. Nos últimos anos tem vindo a desenvolver actividades profissionais na área da educação nos museus como conferencista, autora de projectos educativos e formadora. Desde Julho de 2002, é coordenadora do Sector de Educação do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão/Fundação Calouste Gulbenkian, sendo a responsável pela orientação e programação educativa deste serviço.

 


Vanda Gorjão *

Criação contemporânea e percepção estética.

Da antiguidade clássica à actualidade, foram muitas as reflexões e discussões desenvolvidas por autores da filosofia mas também de outras áreas das ciências humanas e ciências sociais sobre a dimensão estética, a dimensão artística e a percepção e o julgamento estéticos. A amplitude e a complexidade que lhes são inerentes impedem, de certa forma, que se resolva de uma vez por todas o debate, permanecendo continuadamente um terreno fértil para novas aproximações de leitura. Considerando, na esteira de Pierre Bourdieu, que o modo de percepção propriamente estético, ou seja, a "experiência pura da obra", surge a par da arte moderna inaugurada pelos impressionistas, apresentam-se perspectivas da sociologia da arte e da estética sobre a percepção estética, a alteração que ocorre com a passagem da arte moderna à arte contemporânea e sobre as várias novas formas de interacção dos diferentes públicos com às obras contemporâneas. Propõe-se ainda perceber que possíveis dimensões da percepção e do prazer estético escapam a esse princípio da "estética pura" e são componentes sensitivos muitas vezes indizíveis, bem como porque razão muitas das actuais práticas criativas provocam com frequência manifestações de incompreensão, hostilidade ou indiferença de públicos alargados.


06 de Junho 2006 (3ª feira)

18h45

* Vanda Gorjão Licenciou-se em sociologia, com especialização em sociologia da cultura e sociologia da arte, áreas em que apresentou a tese ""Não são fotógrafos, são artistas"? Construção do campo da fotografia de arte em Portugal (1980/1990)" (ISCTE, Lisboa, 1996). Fez mestrado em Sociologia Política (ICS, Lisboa, 2000). Trabalhou no Observatório das Actividades Culturais, Ministério da Cultura. Doutoranda em Sociologia Política. Desenvolve investigação na área da sociologia da arte, com incidência nas questões relativas aos mecanismos e modalidades de produção do valor da obra pelos diversos agentes e criadores culturais e artísticos, em particular os discursos acerca da "criação".



Domingos Rego *

O tempo como tema na produção artística contemporânea.

O tempo da fruição artística é sempre um tempo subjectivo, que provoca um corte com a experiência do dia a dia.
Interessa-nos reflectir sobre a obra de autores contemporâneos que, tendo a consciência da velocidade a que tudo se passa hoje, adoptam uma atitude de serena crítica, operando com o tempo, dilatando-o, incluindo-o como matéria-prima do seu próprio trabalho e convidando o espectador a participar nessa experiência. As novas tecnologias têm vindo a alterar profundamente as relações que o Homem estabelece com o espaço, o tempo e a matéria; mas, como veremos, a pertinência das obras tem mais a ver com a visão do mundo dos artistas do que com as linguagens e tecnologias adoptadas.

26 de Outubro 2006 (5ª feira)

18h45

* Domingos Rego nasceu em Castelo Branco, em 1965. Realizou o Curso de Arquitectura de Interiores e Mobiliário da Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva (1987). Licenciado em Artes Plásticas - Pintura (1994), pela FBAUL, concluiu, na mesma faculdade, o Mestrado em Pintura (2006).
Exerce funções de docência e coordenação na área do Desenho na Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, de 1994 a 2002.
Entre 2002 e 2005 exerce funções de Assistente Convidado, na FBAUL, nas cadeiras de Introdução às Artes Plásticas e ao Design, e Pintura I. A partir de 2006 exerce funções de Assistente das cadeiras de Desenho I e Desenho II.
Expondo regularmente desde 1994, o seu trabalho de desenho e pintura e, mais recentemente, fotografia, cruza práticas e concepções contemporâneas com a herança conceptual e os modos de fazer dos mestres do passado. Essa direcção criativa é identificável em exposições como Banhos de Luz -Seurat (Galeria Palmira Suso, 1999), Sete Virtudes Sete Vícios (Casa da Cerca, 2000) e Sete Vícios Sete Virtudes (Galeria Palmira Suso, 2000), Pinturas do Paraíso (Galeria Palmira Suso, 2002) e Ócio (Galeria Palmira Suso, 2005).


Hilda Frias*

De Sarah Affonso a lourdes Castro: percursos no feminino na arte portuguesa.

As mulheres e a Arte, uma descoberta da obra criada por mulheres.
A História da Arte do séc. XX pela mão feminina.
Quais os percursos individuais, quais os colectivos e inseridos em grupo (com homens, também), qual a obra resultante das variadas vivências e o quanto essa obra influencia a Arte Portuguesa.
Uma apreciação estética e histórica das obras apresentadas.



23 de Novembro 2006 (5ª feira)

18h45

* Hilda Frias é licenciada em História - Variante História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Mestre em Arte, Património e Restauro-Gestão Patrimonial, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Doutoranda em História Moderna-Arte, na Universidade de Salamanca/UAL
Bolseira da Fundação Oriente 1995/97.
Monitora no Serviço Educativo do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém (C.C.B.) 1997/2000.
É docente do Ensino Superior desde 2000.
Colabora com o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian desde 1997.